Geração Y: cada vez mais conectados às inovações tecnológicas

Tirar fotos no smartphone, editá-las em um programa de edição no tablet, ler notícias de última hora em um portal, conversar com um parente por meio do bate-papo e pesquisar pontos turísticos em um site de buscas. Tudo isso feito simultaneamente.  

Para gerações passadas, as ações relatadas, quando feitas ao mesmo tempo, podem parecer pouco prováveis de serem realizadas, porém, para a Geração Y, executar tarefas simultâneas com o suporte dos aparatos tecnológicos é parte do cotidiano tanto quanto outras demandas diárias.

Geração Y, também chamada geração do milênio, filhos da internet ou nativos digitais é um termo advindo dos Estados Unidos e se refere aos nascidos entre 1980 e 2000. Segundo a especialista no assunto Eline Kullock, em entrevista a Feedback Magazine, essa geração “é questionadora, tem muito acesso à inovação e às tendências a partir da possibilidade de busca pela internet. Eles têm um pensamento não-linear, gostam de trabalhos claramente definidos, metas factíveis e reconhecimento pelos objetivos alcançados”.

Amanda Matos faz parte dessa geração. Aos 21 anos, a estudante reconhece que a tecnologia tem um espaço considerável em seu dia-a-dia e não imagina a vida sem o suporte que esses aparatos podem oferecer. “Eu estou sempre com meu smartphone. Quando eu estou em casa, estou sempre no computador. Meu notebook fica na minha cama até que eu durma. Eu também uso outros eletrônicos, além de um notebook novo, comprei uma mesa digitalizadora para poder facilitar algumas tarefas, como as ilustrações que eu gosto de fazer”, relata  Amanda.

Em pesquisa realizada em 2008, a Fundação Telefônica em parceria com a Universidade  de Navarra analisou a relação entre crianças e adolescentes e as novas mídias na região Ibero-americana. A partir do estudo, foi constatado que em cada dez estudantes brasileiros, dois possuíam página na web e 82,2% dos estudantes entre 10 e 18 anos possuíam celulares. O Brasil se destacou por ter jovens que não só consomem, mas que também produzem conteúdo na internet.

Pontos positivos e negativos

Eline Kullock acredita que um dos pontos negativos característicos da Geração Y é a dificuldade em se concentrar, uma vez que eles têm o costume de receber diversas informações ao mesmo tempo, difundindo a atenção. Porém, Amanda acredita que tem facilidade em realizar várias atividades ao mesmo tempo e não percebe problemas quando deve se concentrar em apenas um objeto. “Não sei dizer se isso é algo meu que se adapta à realidade cotidiana ou se eu me adaptei a isso. Não posso negar, entretanto, que, às vezes, acabo me distraindo fazendo outras coisas e deixando algo mais importante pra depois, mas isso ainda não chegou ao ponto de me atrapalhar tanto que eu precise mudar a forma como eu uso esses recursos”.

Para Amanda Matos, “internet é fonte de informação, espaço para resolver problemas da faculdade, vida social…É quase tudo!”

Para Júlio César, professor da Universidade Federal do Ceará e doutor em Linguística, pelo fato de a Geração Y  ter desenvolvido uma habilidade de leitura e de escrita multimodal, ela é capaz de desenvolver diversas atividades ao mesmo tempo e, se essas funções forem importantes para o usuário, nenhuma delas ficará comprometida.

Já Antônio Duarte, pesquisador na área de linguagem e tecnologia e também doutor em linguística, aponta como negativo o fato de se criar uma tecnologia de informação sem antes estudar como ela irá interferir na vida dessas pessoas. “Deveria haver uma prévia de como efetivamente vai ser dado esse uso e como os indivíduos vão interagir, porque inicialmente ela pode não ter sido criada para gerar determinados comportamentos, mas ela gera”, conta Antônio.

O estranhamento que a geração Y trás à geração X e as diferenças de linguagem entre ambas, como, por exemplo, as novas gírias, também são alguns dos pontos negativos apontados por alguns pesquisadores. Mas, na opinião de Júlio César, classificar os usos de linguagem como algo ruim não é correto, pois além de ser uma prática comum, só tende a acrescentar no campo linguístico do indivíduo.

“Eu não gosto de alguma coisa, eu curto. Se algum amigo copia alguma coisa de alguém, eu brinco que ‘é a cara do ctrl c + ctrl v’. Até os memes, que estão na moda há algum tempo na internet, são parte do meu dia-a-dia offline também”, conta Amanda sobre a forma como fala em seu cotidiano, que traz muito da linguagem cibernética.

Educação e as novas tecnologias

Para oferecer suporte a essa geração tão antenada, muitas instituições de ensino passaram a utilizar novas ferramentas tecnológicas que auxiliam no ensino. Aulas em formatos multimídias, utilização de aparelhos de última geração que comportam o material, videoaulas, entre outros meios queestão sendo implantados em algumas escolas para dinamizar a didática das disciplinas.

Roberto Jucá, ex-professor de Informática do Colégio Ari de Sá Cavalcante e atual editor de vídeo da TV Ari, conta como a escola se moldou às demandas da Geração Y.

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Confira também:

Entrevista de Eline Kullock concedida ao Bom dia PE sobre Geração Y

http://g1.globo.com/videos/pernambuco/bom-dia-pe/t/edicoes/v/especialista-fala-sobre-a-geracao-da-internet/1783152

Bárbara Rocha e Rosana Romão

One response to “Geração Y: cada vez mais conectados às inovações tecnológicas”

  1. Naiana Rodrigues says :

    Meninas, o título poderia ser de apenas duas linhas e um pouco mais leve, informal, ele ficou formal demais. Mas não se preocupem, título é uma coisa difícil mesmo.

    O lide e o sublide também seguem a mesma tônica do título, estão formais, qdo o próprio assunto pede um pouco de descontração, de leveza mesmo. Entendem? Além disso, o segundo parágrafo é composto de uma única frase longa, evitem isso,

    “Segundo a especialista no assunto Eline Kullock” – está mto geral, ela é especialista em quê especificamente? Coloque o cargo dela, a formação, isso dá mais legitimidade pra fonte. Ela é psicóloga, antropóloga, cientista social…

    “Aos 21 anos, a estudante reconhece”, estudante de quê, isso pode ser uma informação a mais para legitimar a fala e o fato dela ter sido escolhida como personagem.

    A Fundação Telefônica é uma empresa de onde? Atua em que países? Tem relação com o Brasil?

    Sei q Universidade de Navarra fica na Espanha, mas se outro leitor não souber?

    Atenção com as palavras repetidas, a exemplo do possuíam no quinto parágrafo.

    Gostei do link para a página da Telefõnica.

    “Conta Antônio”, trata-se de um professor, usar somente o primeiro nome dele é buscar uma informalidade q não existe. Além disso, o verbo contar não é o melhor a ser usado nessa situação. Ele não está narrando, contando uma história, mas fazendo uma análise.

    Quem compõe a geração X? Sabemos que é a geração anterior a Y, mas ela abarca pessoas nascidas de qdo a qdo, por exemplo. São pessoas da geração máquina de escrever e tefone com fio?

    Gostei de vcs terem trazido fontes com perspectivas quase opostas em relação ao fato.

    Senti que houve certa dificuldade em fazer as transições, as ligações entre as falas dos especialistas e a personagem. Ela entra abruptamente no relato. Faltou um conectivo, um elemento que unisse os dois.

    Novamente repetição de palavras, agora “ensino”.

    No crédito do professor, poderia ter colocado apenas o cargo atual dele e reforçado o fato da existência de uma TV na escola, o que não se via há pouco tempo.

    Achei mto interessante a ideia do vídeo com um professor, porém, o áudio está mto baixo, quase inaudível, e não é problema do meu equipamento, pq minhas caixinhas de som bombam. Isso compromete o interesse do leitor. A edição está ok, sem problemas. Mas acredito que o problema do áudio foi um descuido mesmo. Não sei com qual câmera vcs gravaram, pq qualquer uma garante um áudio razoável, talvez o próprio equipamento esteja com defeito. Nesse caso, sei que a “culpa” não é necessariamente de vcs, mas o que lhes cabia era ter testado o equipamento antes da entrevista.

    A duração do vídeo está dentro do padrão para internet.

    Gostei do link ao final para a entrevista da especialista.

    Bem, meninas, sei que vcs cumpriram com os requisitos mínimos da proposta em relação à diversidade de fontes. Minha objeção às fontes foi só o fato de vcs terem usado uma colega de sala como personagem, mesmo, ao longo de todas as nossas aulas eu ter frisado que não é interessante trabalhar com fontes próximas, conhecidas, ou seja, com jornalistas ou estudantes de jornalismo. No caso de vcs, um primo, um colega que não fosse estudante de jornalismo ou mesmo um vizinho poderiam ter sido usados, pois representantes da geração Y é que não faltam.

    Vou desconsiderar pq, reconheço, minha orientação na pauta de vcs não foi clara o suficiente. Mas fica aqui o registro do que não fazer.

    Além disso, senti falta de vcs entrevistarem alguém da geração X, talvez o pai ou mãe de um indivíduo da geração Y, para mostrar as diferenças geracionais e, assim, enriquecer ainda mais o material de vcs.

    No mais, o texto está bem construido, as ideias bem trabalhadas, mas ficam essas observações para aprimoramento no futuro.

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