E-commerce: um modelo comercial em ascensão

Apesar de recente, a prática do comércio virtual traz consigo números e características que atraem investidores no presente e prometem possibilidades para o futuro.

Luana Barros e Roberta Souza

Velocidade, prática, conforto e comodidade. Diante da rotina diária, estas palavras parecem representar algumas das demandas dos consumidores atuais. Inseridos numa lógica de mercado, na qual a Internet tem exercido um papel relevante, eles tendem a assumir um perfil diversificado, podendo ou não participar das transações propostas pelo e-commerce.

Mas o que seria e-commerce? O especialista em comércio eletrônico e diretor executivo da empresa Penta TZ , Gustavo de Lima, explicou didaticamente o termo, recorrendo à tradução da palavra. “O ‘e’ vem de eletrônico e o ‘commerce’ de comércio. É todo aquele comércio que acontece através da Internet. Mas não só através do computador. Através do celular, por exemplo, temos o mobile commerce.”

A consolidação do conceito de comércio eletrônico no meio social é ainda um desafio para os profissionais da área, que buscam esclarecer algumas das confusões mais comuns. “Que fique claro: o e-commerce não é a mesma coisa que uma loja virtual. A loja virtual é uma ferramenta de venda. O e-commerce é um modelo de negócio que utiliza a Internet para vender um produto, um serviço ou as duas coisas. Mas não se restringe ao navegador”, afirma Gustavo.

A compra coletiva também está relacionada ao conceito de e-commerce, mas não se refere à totalidade dele. Segundo Gustavo de Lima, a associação direta feita pelas pessoas se dá pelo fato desse modelo ter sido porta de entrada no e-commerce para muitos consumidores. “Muita gente entrou no comércio eletrônico como consumidor, por causa da compra coletiva. Ou seja, é a referência que eles têm e isso a gente não pode mudar”, declara.

Gustavo de Lima, o primeiro profissional a se especializar em comércio eletrônico no Ceará

Gustavo de Lima, o primeiro profissional a se especializar em comércio eletrônico no Ceará.

A opinião do e-consumidor

De acordo com pesquisas realizadas pela e-bit, Empresa de Inteligência de Comércio Eletrônico atuante no Brasil desde janeiro de 2000, o faturamento do e-commerce no país triplicou nos últimos cinco anos, provocando um crescimento médio anual de aproximadamente 40% no setor de vendas pela Internet. Segundo o último balanço geral realizado pela e-bit, no ano de 2011, entraram cerca de nove milhões de novos e-consumidores, o que configura um modelo de mercado em ascensão.

Bruno Azevedo, 19 anos, estudante de Engenharia Civil, é um consumidor ativo no e-commerce e está sempre em busca de livros, roupas, presentes e ingressos com preços acessíveis. Ele demonstra satisfação com os descontos oferecidos pelo comércio eletrônico. “O ponto positivo é que se você pagar à vista, o desconto é automático, e eu nunca vi isso acontecer em loja. Sempre tem que perguntar.”

Mas nem todos se sentem seguros na hora de realizar transações comerciais virtualmente. Roberto Brito, 25 anos, professor, realizou recentemente sua primeira compra pela Internet. “Eu sou meio assustado com isso, em virtude das inúmeras fraudes que ocorrem normalmente nessas empresas de cartão, e eu sempre fiquei muito apavorado quando se tratava de fazer compras pela Internet. Mas, em abril, eu resolvi comprar uma passagem aérea em promoção e fiquei muito satisfeito com o resultado.”

Apesar de se mostrar afeito à prática e à comodidade da compra, Roberto ainda não confia totalmente no processo. “Eu não posso te garantir que agora eu farei todas as compras possíveis pela Internet. Eu ainda não deposito total confiança nas lojas virtuais. Tenho muito receio mesmo de que as pessoas peguem as minhas informações e comprem sem que eu tenha conhecimento disso”, afirma.

Problemas atuais e desafios futuros

Os profissionais do comércio virtual reconhecem algumas falhas que afetam ambos os lados da transação. Rodrigo Parente de Andrade, sócio da empresa Barato Coletivocita, dentre as vantagens para o cliente, a possibilidade de conhecer novos  estabelecimentos. Já como desvantagem para a empresa de compra coletiva, ele avalia os julgamentos do consumidor na utilização de cupons. “A pessoa já vai com aquela ideia de que vai ser mal atendida porque está indo com promoção. Então qualquer coisa que qualquer local faça, ela acaba sempre associando à compra coletiva e não ao estabelecimento”, afirma.

Gustavo de Lima, por sua vez, analisa a espera pelo produto como a principal desvantagem do consumidor. “Para quem não tem muita paciência, pode ser que dê algumas dores de cabeça por não gostar de esperar. Afinal de contas, quem compra quer receber.”

Segundo Gustavo, os desafios atuais desse mercado incluem a solução desses problemas e a apresentação de propostas cada vez mais familiarizadas com a evolução tecnológica. “Precisamos enxugar mais o processo e torná-lo mais acessível no celular, no tablet, indo para onde o usuário está e integrando as redes sociais às lojas virtuais”, conclui.

O baixo custo dos produtos na internet é um dos atrativos para os consumidores.

O baixo custo dos produtos na Internet é um dos atrativos para os consumidores.

Para conhecer mais sobre a prática do e-commerce, você pode acessar: http://www.e-commerce.org.br/

One response to “E-commerce: um modelo comercial em ascensão”

  1. Naiana Rodrigues says :

    Luana e Robeta,

    Gostei do título. No abre, “as possibilidades para o futuro”, ficou meio solto. Que possoibilidades são essas? Posisitvas, negativas? De expansão?

    O texto está ótimo. Com pluralidade de fontes. Senti falta apenas de um questionamento: se o e-commerce, de alguma forma, já tomou o lugar ou é um concorrente ou complemento do comércio presencial.

    No mais, parabéns pela matéria.

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